sábado, 30 de maio de 2009

Conversas de carro.

Abri a porta do carro, sentei-me e bati para fechar com força. Eu é que devia ir na frente, nunca tinha andado no banco de trás, reclamei. Ele parou o carro, mandou-o saír, voltei a abrir a porta, sentei-me e bati para fechar com força, desta vez no banco da frente. Ao fim de umas horas, com o coração já quente com imagens gravadas que se converterão em memórias daqui por uns tempos que já começam a deixar saudades, ficámos os dois sozinhos, ele ao volante, e eu ao lado, no banco da frente do carro. Estacionou à porta do palácio, mesmo ao lado do meu jardim de princesa, e ficámos os dois a olhar um para o outro.
- Não gosto quando estás assim. Fico mesmo chateado. Às vezes andas mesmo bem, basta alguém falar nele, ficas logo em baixo. E logo tu, que não consegues esconder nada, pelo menos de mim. Sinto logo que não estás bem, e fico pior. Fico chateado com esta porcaria toda, com o facto de gostares tanto dele, ficas sem brilho.
Pedi-lhe para que não ficasse chateado, que eu não andava assim tão em baixo como ele acha que ando, que ainda tinha brilho, mas que logo logo ia voltar a brilhar tanto que ele até se ia irritar. O peito encheu-se de lágrimas que queria deitar cá para fora, mas não deitou. Ele preocupa-se mesmo comigo! Não tenho o direito de não brilhar e tirar-lhe brilho também.
- Eu gosto muito de ti sabes? Mesmo quando tu pensas que eu não gosto, ou quando eu amuo contigo. Se não gostasse, não amuava. Eu vou gostar sempre muito de ti, e não te preocupes, não fiques chateado, eu sei que tu não achas bem que o meu coração de menina e princesinha ande para aí a dar amor a quem não quer, ou não sabe se quer, ou que quer de vez em quando. Eu não perdi o brilho, olha para mim, não vez como continua a dançar pelo vento? Não com tanta firmeza como antes, mas continuo forte, cabeça despreocupada e coração alegre.
Ficamos os dois a olhar um para o outro, ele não estava só chateado por isso, havia mais. A pouco e pouco ele começou a falar, a despir um bocadinho o seu coração, a abrir devagarinho e a deixar-me entrar mais um bocadinho, pouco a pouco, quase sem dar conta, em pequenos passinhos de dança. Eu continuei calada, a dizer que sim com a cabeça em sinal de que estava a ouvir, compreender e até concordar. Naquele momento muita coisa me foi explicada, muita coisa passou a fazer sentido, na cabeça e no coração. Mas há ainda muitos nós para desfazer e muito novelo para voltar a enrolar. Ainda ficou tanto por se dizer, eu sei.
- Não és só tu a passar por isso, estamos todos assim. Temos todos medo do que vem daqui a uma semana, temos todos medo que tenhamos andado a segurar uma máscara e que daqui a uma semana cai. Mas se somos uma peça, estamos muito mal ensaiados amigo. Eu acredito, e chama-me naive se quiseres, que tudo entre nós os oito é e foi verdadeiro.

Dei-lhe um abraço, disse-lhe que gostava muito, mas muito dele, dei-lhe dois beijinhos. Abri a porta do carro, saí, bati com força para fechar e ao entrar em casa, encontrei o meu avô que me disse:
- Tu lembra-te que o teu avô tem um curso da vida. - é verdade amigo, dessa pouco nós sabemos. - E agora cama que já é tarde para andares aí a vadiar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

(Não sou de) Intermediários.

#1
- Sim, também espero que sim. Não só por mim, por ti e por todas as pessoas com quem te dás. Está bem, mas não me parece que o faça, vou tentar controlar o coração, pelo menos deixa-me ver se consigo. Eu também, disso não duvides tu.

#2
- Obrigada. Como é que te lembraste? Não correu bem, não estavas lá no fim como da outra vez, mas também não foi preciso que estivesses. Obrigada na mesma, por te teres lembrado.

#3
- Obrigada! Vai correr bem, tenho a certeza que sim. E não estou a armar-me em vedeta nem com a mania do protagonismo, vai correr bem porque tem tudo para correr assim. Também não vais estar lá no fim, mas também não vai ser preciso que estejas. Obrigada na mesma, por te teres lembrado.


Peço desculpa ao António Damásio, mas a razão está a ser mais forte que a emoção, e assim irá continuar até o Coração já não doer mais.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

De Coração para Coração.

Fui pelo corredor, em passinhos pequeninos, sem fazer muito barulho e espreitei pela porta para dentro do quarto dela. Já tinha a mala feita. Estava em cima da cama, e à primeira vista parecia que estava cheia, quase a rebentar. Olhei à volta, não havia sinal de ninguém por perto, abri a porta, e sem pedir, entrei.
Olhei à volta, fechei os olhos e respirei fundo... conhecia aquele quarto como a palma da minha mão, era capaz de (me) encontrar de olhos fechados, conhecia aquele lugar tão bem, como nem a mim me conheço, tinha vindo a ser o meu porto de abrigo, desde há muito, muito tempo, tanto tempo que nem interessa. Aproximei-me da mala que ela tinha feito e que, segundo ela, estava pronta para ser levada, lá prás Terras de sua Majestade. Abri-a cuidadosamente para que não se notasse que tinha andado a vasculhar, sei que manda a boa educação não mexer nas coisas dos outros sem autorização - e não quero com isto dizer que não sou bem educada, sou bastante certinha, mas também manda a boa educação não magoar as pessoas e ninguém teve esse cuidado comigo- mas a curiosidade era maior que quaisquer valores que manda a boa educação, e maior era ainda querer o bem-estar da mana quando ela estivesse lá fisicamente longe e portanto, a preocupação de que ela levava as coisas certas era muita. Retomando, abri a mala cuidadosamente, e mergulhei num oceano de sentimentos, recordações, saudades, vontades, desejos, e por aí fora. Quis certificar-me de que os sentimentos, as recordações, as saudades, as vontades, os desejos, e por aí fora, eram os correctos. Não que eu seja alguém superior para decidir, mas já me tinha saltado à vista a razão da mala estar pesada.
A porta do quarto abriu-se repentinamente, olhei, e era ela.
- Mana, desculpa, mas isto não levas. Isto deixas cá ficar, e isto também. Não te faz falta nenhuma, só te pesam o coração. Desculpa, mas isto fica cá, porque é cá que pertence. Se vais para longe, se já não vais ter os teus fisicamente perto, não te adianta levares estas coisas contigo, só vão causar estragos e sofrimento, e eu não quero mana. Oh mana não fiques triste. Olha eu! Eu vou cá ficar, não é de uma cidade para a outra que se deixam ficar as coisas para trás, por isso tu tens de aproveitar. Não estejas triste mana, não leves isto contigo.
- Mana, também não é de um país para o outro que se deixam ficar as coisas para trás.
- Eu sei, eu sei. Mas vamos fingir que é, está bem? Pelo menos até tu chegares lá e te estabilizares. Eu depois mando pelo correio, mas não leves isto, pelo menos por agora.
Sentamo-nos no jardim do palácio, fechamos os olhos, demos as mãos e deixamos que os nossos corações falassem aquilo que precisavam de falar.
- Mana, em assuntos do coração nunca se tem a certeza. Nunca se sabe se já se está a reciclar, se já se reciclou, se ainda se gosta ou não. Em assuntos do coração não se racionaliza. Mas tens de pensar pelo coração, se tu achas que o coração está magoado de mais, então não deixes que se continue a magoar. Não estejas à espera de sim nem de não, porque podes não chegar nem a sim nem a não, pode não haver mais caminho por essa estrada sem ter avisos de que o caminho termina por ali. Por isso não esperes mana. - disse-me ela.
- Está bem, eu não vou continuar a esperar. Prometo que não vou continuar a esperar. Mana, se um coração é capáz de gostar muito de outro, é forte o suficiente para se curar, portanto não fiques triste por teres saudades, não fiques porque isso é bom.
Ficamos ali, de coração na mão a deixar que o tempo cure tudo o que há para curar.

I don't know how to love you more,
cause I already love you so much Sis. *

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Everyday comes with good weather"

Make sure you enjoy it, while it lasts.
Sabem-me tão bem estes fins de tarde, em que os dias estão maiores, a chuva vai-se embora e dá lugar ao Sol, que mesmo estando a pôr-se é quente o suficiente para aquecer o coração, curar as constipações, enchutar as preocupações e as dores de cabeça, mandá-las embora, e metê-las numa caixinha arrumada no sotão que só se abre em casos extremos. Sabem-me tão bem estes fins de tarde, ao fechar os olhos, e deixar o Sol, que se está a pôr, aquecer-me o rosto, o coração e os caracóis soltos de menina. Sabem-me tão bem estes fins de tarde, em que o Sol me invade com recordações de um verão que soube a pouco, de três anos que souberam a muito menos porque deviam durar muito mais, de saudades que já começam a crescer, quando ainda ninguém se foi embora. Mas mesmo assim, sabem-me bem, sabe-me a paz, a um verão que vem aí com tanto para dar e que não vai saber a pouco, sabe-me a paz, repito, a paz que já há muito vagueava por aí perdida e que durante estes fins de tarde - em que os dias estão maiores, e a chuva vai-se embora dando lugar ao sol, que mesmo estando a pôr-se é quente o suficiente-, instala-se no meu coração, nem que seja só durante o fim de tarde, e o pôr-do-sol. Amanhã quando acordar, a paz volta a perder-se, a vaguear por aí que nem perdida, à espera de outro fim de tarde como este, em que o Sol é quente o suficiente para aquecer o coração, fazer recordar dias de verão que souberam a pouco, e alimentando esperanças de um verão que espero que saiba a muito. Quando volto a acordar um dia em que a paz não se vai embora, e não espera pelo fim de tarde e o pôr-do-sol para me encontrar?, eu não sei, I know it may take a while, but you just gotta smile.

Days like these don't last forever, everyday comes with good weather.

sábado, 23 de maio de 2009

"We Own Prom!"

- Vamos fazer um brinde: ao Manel - o Rei-, à Mariana - a Menina dos Unicórnios-, ao Pálas - o Maluco-, ao João - o Chinês-, ao Quim - o Delegado-, e a mim.
- Espera, e à Tani e ao António que não estão agora aqui mas também merecem.
- Sim, a todos. A nós.
Luís, @ SeniorProm 22/05/09

A mana foi embora muito cedo, eu e o Joaquim dançamos até caír para o lado, até hoje não me aguentar em pé, o Luís cedeu às tentações e eu espero que desta vez corra bem e o seu Coração não se magoe outra vez, o Pálas também dançou mas não tanto até caír para o lado, o João recebeu muito mimo da Adriana, o Manel cantou "Life is Life, nananana" todo maluco, o António não foi, mas esteve no nosso coração, e a mana diz que queria ter ficado mais tempo para ter ido lá para fora dizer que somos sisters, qual Blair Waldorf e Serena Van der Woodsen, qual season finale de GG, mas eu digo-lhe que não precisamos do Prom para dizer que somos irmãs, que eu o digo todos os dias, e vou continuar a dizer, até sempre. E no final da noite, quando o Luís disse que ia ser directo, e não o foi porque o coração já não aguentava mais sem ela, eu disse-lhe baixinho, e quase em segredo, que ia ter muitas, muitas saudades deles todos, da mana, do Joaquim, do Pálas, do Manel, do António, do João e dele. Ele disse-me que não tem mal, porque ele também vai ter.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"It's gonna be a night, to last forever."

«I own prom.»
video

«We raised each other...
video
...you are my sister.»

Até amanhã,
que eu vou curtir à brava para o meu prom.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tu vs Montanha-Russa

A minha irmã escolhe a montanha russa, e eu, armada em forte, alinho com ela. Vamos em direcção às filas enormes que nunca mais acabam, bem que me podia ir embora, mas olho para a montanha russa mais uma vez, e não resisto em deixar-me ficar. Esse tempo de espera começa a provocar-me borboletas na barriga, um bichinho de ansiedade, e começo a sentir a adrenalina a ser estimulada, começo até a convencer-me que não tenho medo nenhum, que se as outras pessoas gostam, porque não irei eu de gostar? Ouço ao longe os gritos de histeria, horror, excitação (e como eu odeio esta palavra), e tanto mais, daqueles que estão naquele momento a andar; ouço ao longe, bem ao longe, relatos daqueles que já andaram, relatos que andam de boca em boca dos que estão na mesma fila que eu, que contam também a sua ansiedade. Eu estou na fila, com a minha irmã, e tento concentrar-me para não ter medo. Sei que quero muito andar na montanha-russa, mas e se alguma coisa corre mal?, Oh não tenhas medo palerma, és tão medricas. Talvez seja um bocadinho medricas, mas não gosto quando mo dizem, eu sempre fui forte, despachada. Chegou a minha vez. Entro e sento-me. A minha irmã começa a meter-me medo, e isto agora caía? E agora a protecção saía? Ela faz sempre isto, quer-me sempre assustar, mas eu nunca ligo nenhuma. Começamos a subir e Pára!! Assusto-me, olho para o lado, vejo as escadas de emergência, Mafalda deixa-me saír! Diz que eu quero ir embora, deixa-me ir pelas escadas. Retomamos a subida lenta, muito lenta, e quando chegamos ao topo, ao mais alto que se pode chegar, Pára!! Assusto-me, eu queria tanto parar aqui. É nesta altura que percebo que tenho medo de alturas, que não gosto de olhar para baixo depois de subir. Quanto mais alto se sobe, maior é a queda. ZÁS! Num ápice estamos lá em baixo. Grito, chamo uns quantos nomes e rogo pragas ao senhor que está a controlar a montanha russa, fecho os olhos e só rezo para que a protecção não saia e para que eu chegue rápido ao chão, sem efeitos secundários. A protecção não saiu, chegamos rápido lá em baixo, e os únicos efeitos secundários foram umas tonturas que passaram em segundos. A viagem acabou, a minha irmã pergunta, qual é a próxima?, Desculpa, por hoje chega para mim.

Agora vamos supor que tu és a montanha-russa. Vou em direcção a ti, a medo, confesso, mas estamos os dois neste jogo do engate, do vai e não vai que tanto se joga antes de se seguir viagem e eu, armada em forte, alinho. Penso em desistir, mas olho-te mais uma vez, e não resisto à tua cantiga, aos teus olhos ligeiramente verdes, quase parecidos com os meus. Este tempo de espera, o jogo do engate, começa a provocar-me borboletas na barriga, um bichinho de ansiedade, e começo a sentir a adrenalina a ser estimulada, começo até convencer-me que não tenho medo nenhum, que se as outras pessoas avançam, porque não irei eu avançar? Ouço ao longe, muito ao longe, relatos do tipo de pessoa que és, relatos daqueles que te conhecem melhor do que eu, e acabo por ficar na fila (deve ser porque os relatos até dizem bem de ti, apesar de me começarem a alertar a consciência de que és como a montanha-russa que a minha irmã escolhe e que eu tenho medo mas finjo que não). Eu estou na fila, à espera que tu decidas avançar também, e tento concentrar-me para não ter medo. Sei que quero muito andar na montanha-russa, ou seja, estar contigo, mas e se alguma coisa corre mal?, Só tu sabes o que sentes em relação a ele e só tu sabes se podes avançar ou não. Ouço a voz da minha irmã, não a mesma que me levou na montanha-russa, a minha outra irmã. Só eu sabia o que sentia, ela tem razão, e como sou forte e o sentimento também, sigo em frente. Chegou a minha vez. Abro-te um bocadinho do coração e deixo-te entrar, mas afinal não eras tu a montanha-russa? Ninguém me mete medo, mas não hesito em pensar, e agora isto caía? E agora a protecção saía? Fora com os maus presságios, que aqui não são bem-vindos, assim o esperava. Começamos a subir e Páras!! Precisas de parar para pensar se é realmente este o teu trajecto. Assusto-me, olho para o lado, procuro as escadas de emergência mas não as encontro. Ignorei a paragem brusca, estava a começar a gostar demasiado disto, que é como quem diz, de ti. Retomamos a subida, e quando chegamos ao topo, Páras!! Assusto-me. É nesta altura que percebo que tenho medo de alturas, que é como quem diz, de relações, que não gosto de olhar para baixo depois de subir. Quanto mais alto se sobe, maior é a queda. ZÁS! Num ápice estamos lá em baixo. Grito, chamo uns quantos nomes e rogo pragas não ao senhor que está a controlar a montanha russa, mas sim a ti. A protecção não foi forte o suficiente, não estava à espera que a descida fosse tão brusca, e caí, caí redonda no chão. Causaste-me efeitos secundários que não foram só umas tonturas, causaste-me apertos no coração com as tuas oscilações, com o teu sobe e desce. Fizeste desvios que eu não estava à espera, excedeste a lotação que podias suportar, e volto a dizer, causaste-me apertos no coração. Mas por sorte, a minha irmã, não a da montanha-russa, a minha outra irmã, e a mãe, e mais pessoas ainda, tentaram amparar-me a queda.
Depois acalmei, os apertos diminuíram de intensidade e decidi que não era altura de me ir embora. Não que quisesse já voltar a andar na montanha-russa, mas contava pelo menos adivinhar a próxima viagem, mais calma se possível. Mas não foi nada disso. Apercebi-me, e desculpa por ter sido tarde, que o meu coração não consegue andar nestas viagens. Tenta perceber que eu gosto demasiado de ti para ficar bem quando tu não queres que eu vá de viagem contigo, que se me dás um bocadinho, eu fico logo rendida aos teus olhos ligeiramente verdes, quase parecidos com os meus, e que não admito que depois de me dares um bocadinho, queiras voltar atrás. Tu dizes que precisas de mais umas quantas viagens para ver se realmente me queres levar numa viagem mais pacífica, à Terra do Nunca quem sabe?, mas eu não precisei de voltar a andar na montanha-russa para saber o que queria, que quem eu queria eras tu, o Peter também não voltou para casa com a Wendy, porque não queria crescer; mas não te deixes enganar, não fiques como o Peter. Não precisei, e gostava que tu também não precisasses. Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida, mas tu não pareces querer cuidar. Li há pouco tempo uma coisa que a Filipa escreveu, "se se gosta mesmo, pensa-se rápido. Se se demorar a pensar, é porque realmente não se gosta." Eu não precisei de pensar muito tempo para decidir o que queria, mas tu precisaste, e precisas, e não consegues entender o meu lado. Mas eu não posso fazer mais nada, não posso sujeitar o meu coração de menina a andar nos teus testes de montanha-russa sem que lhe dê um baque. Já te disse, quando chegares a alguma conclusão comunica.
Por agora, como diz o caro André Santos, está dado o meu último chá.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Duas pequenas coisas.

Hoje digo duas coisas:

 Mana, «even if you're not sure where you are headed, it helps to know you are not going there alone. Some times we need to look to the future and know that even when we think we've seen it all, life can surprise us and we can still surprise ourselves

«No one has all the answers, and sometimes the best we can do is just apologize and let the best be the past.» Não vai haver lugar para medos, ainda há tanto no peito para dizer. Mas não vai haver lugar para (mais) medos, and let the past be the past.


Hoje deitas-te assim, e amanhã quando eu acordar, ainda aqui estás? Ou nunca te chegaste a deitar?

domingo, 17 de maio de 2009

Cabeça despreocupada e coração alegre?

- Estás com medo de quê? Nunca tiveste medo, sempre foste tão despachada, tão senhora do teu nariz, tão consciente...
- Estou com medo porque nunca fiz isto, porque não sei se consigo ser assim tão forte.
- Ouve filha, tu és mais forte que pensas, tu tens um coração enorme e tão, mas tão grande. Não podes deixar que te roubem pedacinhos para part-time. Tens de lhe dizer o que ele não quer ouvir, o que secalhar ainda ninguém lhe conseguiu dizer mas que dizem. Se não disseres, ele vai continuar a roubar pedacinhos para part-time e não só a ti, a mais meninas, com um coração grande ou não. Pelo menos diz-lhe tu, fá-lo perceber que a vida não é uma busca infinita, não é uma sede que nunca acaba, quem ainda pensa isso então está muito enganado. Ouve o que eu te digo que já tenho mais experiência que tu: quando se encontra alguma coisa boa na vida, não estou a dizer que devemos baixar os braços e ficar por aí, não é isso, quando se encontra alguma coisa boa na vida, deve-ser saber aproveitá-la, ir até ao fundo enquanto podermos. Não te estou a dizer para te contentares com pouco, mas estou a tentar ensinar-te, porque como tua mãe posso fazê-lo e tenho esse direito, a tirares proveito da vida sem perderes coisas pelo caminho. Diz-lhe, a ele que tanto te rouba pedacinhos do coração sabes lá tu para quê, que queres saber qual é o destino dos teus pedacinhos, que o teu coração é demasiado precioso, e ele que não pense que estás a ser convencida, para andar aí na corda bamba, que apesar de forte, merece estar em paz. Dá-lhe o abanão que ele precisa. E não tenhas medo filha, não tenhas, que se ele tiver dois dedos de testa, e se realmente for merecedor desses teus pedacinhos, ele vai percebê-lo, vai sentir que precisa de ti, não só em part-time, mas sim sempre. Se não tiver ou se não for merecedor, não te preocupes, eu estou aqui na mesma para te aconchegar o peito, para te fazer acreditar que podes voltar a dar pedacinhos do coração, que podes voltar a gostar, como gostas. Explica-lhe que numa relação as pessoas têm de dar e receber, têm de fazer opções, e se ele não estiver disposto a isso, caso ele te esteja a roubar pedacinhos para ver no que dá, então não vale a pena. Não assumas já que ele quer ver o que dá, porque pode não querer. Há pessoas que não conseguem cuidar tão bem do coração dos outros como tu cuidas, portanto ele pode estar apenas numa fase, ou a roubar pedacinhos da amizade, ou outra coisa qualquer que eu espero bem que não seja. Mas não tenhas medo filha, tu és tão forte, não tenhas medo. Vai ter com ele, diz-lhe isso tudo o que tens para dizer e logo se verá.

Para isso, é preciso um coração alegre e uma cabeça despreocupada, que eu já tive, mas não sei se ainda tenho.
- Vou tentar mamã, prometo que vou.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Bebe um copo de Sol!

Hoje sente-se um sabor a Sol a pedir licença para chegar! Tens toda a licença Sol, e traz também contigo um bocadinho de qualquer coisa que nos ajude a voar, para nos fazer saír deste comboio - Stop this train, I wanna get off and go home again, I can't take the speed it's moving in. Deixa-me também pedir à chuva que se instalou na Primavera, e que já se está a ir embora, pelo menos até ver, para despir o meu coração e tirar-lhe os sentimentos que hoje não me apetecem sentir, já andam a pesar um bocadinho, já cansa andar assim para todo o lado (acabemos com o jogo de ping-pong e define-te lá que eu já me defini) e de preferência para os levar para bem longe. Deixa-me fingir que sou ingénua e acreditar que ela os leva e não me atraiçoa. Hoje sente-se um sabor a Sol a pedir licença para chegar, e que com ele não traz os números complexos nem Baltasar ou Blimunda, por isso hoje, deixem-me acreditar que o Sol está aí a pedir para chegar.
So scared of getting older, I'm only good at being young. Hoje deixem-me ficar assim só mais um bocadinho, deixem-me ter os Caracóis e a mana por perto, já custou, e ainda custa demasiado deixar a mãe e o Duartinho irem para fisicamente longe. Hoje deixem-me pegar neles todos, nos Caracóis, na mana, na mãe e no Duartinho, lavar-lhes os pensamentos maus, abrir-lhes o coração, cuidar das feridas que têm, tirar-lhes os sentimentos que eles não queiram sentir, dar-lhes beijinhos e deixá-los livres e reciclados. Deixem-me pegar neles todos e levá-los para um lugar, onde, hoje, possamos todos sonhar, sem preocupações que o ano está a chegar ao fim e que vamos todos embora, sem medo de amarmos ou aprendermos a amar, onde os nosso corações estejam seguros. Se hoje sabe a Sol, bebe um copo de Sol, que o Mundo inteiro é uma tasca, onde a gente se enfrasca de manhã ao pôr do Sol!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sisters in London - Day 2

Estava aí o tão ansiado dia. O dia pelo qual nós estávamos as duas, irmãs, em Londres. Ainda antes de Bon Iver chegar para nos despertar, acordei com a luz que tentava entrar pela janela que não fechava totalmente, olhei para o lado, vi a mana a dormir, ou a fingir que dormia, virei-me e voltei a caír nos meus sete sonhos. Sonhei com tudo o que vinha depois daquilo. Que ela entrava, ia para longe, e pior, que como estava longe, não queria ser nossa amiga. Mas não passou de um pesadelo, porque na verdade, isso nunca vai acontecer, e nós sabemos bem disso. Esteja ela aqui, em Londres ou onde quer que seja, ela nunca vai dizer que já não precisa de nós, e vice-versa. Adiante, Bon Iver chegou para nos acordar na paz, e de seguida a Aunt Alex bateu à porta e entrou com a boa disposição que sempre tem quando nos acorda: Wake up girls! How are you Tani? It's you day!! Envolveu-a num abraço de mãe que quer ver a filha pisar os mais variados palcos, a encantar com a sua voz, mas também de mãe que não quer deixar o seu baby saír assim, tão de repente. A mana virou-se mais uma vez na cama, estava aí o tão ansiado dia. Tal como prometido, atirei-me para ela, dei-lhe um super abraço, cheio de energia. Abraço de mana que acredita no que ela é capáz de conseguir. Levantamo-nos, arranjamo-nos, tomamos o pequeno-almoço e enquanto eu e a Aunt Alex fomos tratar de contas, a mana foi aquecer. Ela está bem-disposta, pareceu-me, disse-me a Aunt Alex. Sim, também achei isso. Ela vai conseguir. Entrei no quarto e lá estava ela. Concentrada, a fazer tudo o que tem de fazer, e que eu não percebo e que ela bem tenta explicar, para aquecer a voz. Estava na hora de saír. Seguíamos caminho com uma boa banda-sonora, cantavamos e saltavamos pelo caminho, enquanto a Aunt Alex tirava fotos e mais fotos. Demos umas voltinhas pelas lojas, e fomos em direcção à Mountivew porque já está na hora.
Chegamos. Estávamos as três a tremer. A Aunt Alex e eu demos um forte abraço à mana, como nunca tínhamos dado e deixamo-la ir. Era o número 13:Tânia Couto. 13 não é azar, é sinal que vêm coisas boas, disse eu. E lá entrou ela por uma porta que escondia mais 53 pessoas, todas com o mesmo objectivo. A Aunt Alex e eu não a queríamos deixar ir, queríamos mantê-la sempre protegida, não sabíamos o que estava para lá da porta e muito menos quem eram as outras 53 pessoas. Seguiu-se uma manhã e uma tarde de compras para mim e para a Aunt Alex: Camden Town in Covent Garden. Comemos os nossos kebabs, que eu nunca tinha comido, e que a Aunt Alex aconcelhou, entramos em imensas lojas, dissemos mal dos vestidos que eram sempre a mesma coisa e passeamos até nos doerem as pernas. Está a dar Jai Ho, quer dizer que está a correr tudo bem com a Tani., disse eu. Ela nunca mais diz nada, a esta hora já deve ter feito. E de repente ela ligou. Ligou a dizer que a dança não tinha corrido muito bem, mas que a música correu mesmo bem. Estavam à espera de saber novidades. Eu e a Aunt Alex ficámos mais sossegadas, até que a mana voltou a ligar: ERAMOS 54 E PASSARAM 10 À SEGUNDA FASE, E EU FUI UMA DELAS! Era só Covent Garden a ver-nos a saltar radiantes, a pegar no telemóvel e a avisar todos os que também estava com o coração nas mãos por ela. A Aunt Alex e eu, cansadas que estávamos de andar a passear a manhã toda, paramos pelo Starbucks. Falamos de retarded's, cinderelas e afins. A Aunt Alex sabe sempre tudo o que se passa.
Horas mais tarde.
- Ela nunca mais chega, nunca mais diz nada.
- Está a dar Jai Ho outra vez, está a correr bem à Tani.
Ficamos as duas, eu e a Aunt Alex, sentadas na paragem de autocarro à espera de sinal da mana, até que, muito tempo depois que eu não sei dizer ao certo, aparece a mana a correr:
- I MADE INTO MOUNTVIEW!!!!!!
Ficamos histéricas, saltamos as três, demos abraços, beijinhos. Estávamos radiantes. Fomos a viagem toda, de volta a Covent Garden, a ouvir o dia emocionante da mana. Estávamos tão orgulhosas. Só se via felicidade à nossa volta, a mana tinha entrado, a mana tinha mesmo entrado!
O programa para a noite resumiu-se a Spring Awakening. Estava eu e a mana, de mãos dadas, a comentar que queríamos luzes neon, cadeiras que voam, um chão que mexe, etc etc etc, no nosso Despertar da Primavera (e já agora http://despertardaprimavera.blogspot.com). Foi demasiado bonito, muito melhor do que tínhamos julgado. No final, estávamos as duas com um brilho nos olhos, a cantar Purple Summer, a dizer alto e às pessoas que a mana tinha entrado na Mountview. Fomo-nos deitar, com o coração a fazer planos para o ano que se segue, enquanto que o coração da Aunt Alex digeria que o seu prodígio tinha mesmo made into Mountview.

A MANA ENTROU NA MOUNTVIEW!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Aprendi com a mãe.

A mãe ensinou-me que às vezes temos de agir com o coração e com a mente, juntos. A mãe mostrou-me que não podemos bloquear a saída pelo coração e guardar tudo para ele. Agora eu percebi que para ser na mesma coração alegre, não preciso de ser coração de manteiga. É só uma questão de nos definirmos e one step at a time. A mãe diz que eu não preciso de ser fria, que até posso deixar que os meus sorrisos (en)cantem, e que para isso não tenho de dar logo o coração.
Ainda sou nova nestas (an)danças, mas pelo menos já descobri, e defini, que não tenho de fechar-te o meu coração a sete chaves, que te posso (en)cantar histórias e melodias do coração, que podemos seguir nestas (an)danças sem caírmos os dois como da última vez, até porque as (an)danças não serão as mesmas em que já andamos - lembras-te quando a Wendy e o Peter estão a dançar no meio das fadas? Como já nós quisemos dançar. E o Peter diz à Wendy que é tudo a fingir, que eles não são os pais dos meninos perdidos? A Wendy pensou que estavam a dançar porque o Peter gostava muito dela, e lembras-te como ela ficou quando ele lhe disse que não? Que era incapaz porque nunca iria crescer? Ela não quis dançar mais, fez um pacto com o Gancho e acabou por caír numa armadilha. Eu já não estou triste, não fiz pactos eternos com o tempo, portanto já não fico triste porque está a chover. Agora já consigo dançar sem caír, mesmo que seja, ou não a fingir.
Eu ainda estou a aprender a dosear o que sai e o que entra para o coração, mas já sei, porque a mãe me ensinou e a mana confirmou, que não preciso de o bloquear, e que não faz mal deixar-te entrar um bocadinho, só de vez em quando, sem tu ou eu darmos conta.
É mesmo assim, como o Peter e a Wendy. Ele não quis voltar com a Wendy para casa, onde ela achava que ele pertencia.

Never is a really long time, Peter.
(o post do dia 2 vem quando tiver as  fotos de Londres)

sábado, 9 de maio de 2009

Sisters in London - Day 1

Era uma quarta-feira, não daquelas em que eu fico a dormir até às quinhentas porque não tenho aulas, ou daquelas em que ela acorda a meio da manhã para ir dar à goela no Conservatório. Era uma quarta-feira, em que acordamos as duas cedo, como acordamos nos outros dias, mas não para irmos as duas para as aulas bater mal. Era uma quarta-feira, em que acordamos as duas cedo, para irmos para o aeroporto, não para darmos abraços grátis às pessoas que chegam, desta vez, não esperavamos ninguém que chegasse, eramos nós que íamos partir. Portanto, era uma quarta-feira, em que acordamos as duas cedo, para irmos para o aeroporto porque íamos as duas apanhar o avião para Londres. Mochilas às costas, como verdadeiras travellers, BI's, autorizações para saír do país (é verdade, eu ainda sou uma baby), confirmações das reservas, bilhetes de avião, phones, adaptadores para dois phones, iPod, playlist para London e estavamos prontas para saír.
Chegamos ao aeroporto e fomos directas ao nosso spot, sim nós temos um spot no Aeroporto Sá Carneiro que é o nosso spot porque diz T & M e tem um coraçãozinho, que estava exactamente igual como da última vez que lá estivemos, com o T & M e um coraçãozinho. Passamos o controlo das malas, que de controlo não tem nada, tiramos as primeiras fotos, demos abraços, saltamos, cantamos, gritamos histéricas Oh mana vamos para Londres, mostramos os BI's e embarcamos: Eu, a Mana e a Aunt Alex. A viagem foi como seria de esperar, davamos as mãos quando estavamos com medo porque não gostamos lá muito de andar de avião, encostavamo-nos uma à outra para dormir ou apenas fechar os olhos ao som de Bon Iver, Newton Faulkner, John Mayer. Quando despertamos, era altura de entrarmos mais fundo no mood de London, e aí as músicas que embalavam os corações adormecidos, davam lugar a She's so Lovely, com The Kooks, When did your heart go missing? e Who needs love? à mistura. Seguiu-se a aterragem com mãos dadas por não gostarmos de andar de avião e logo a seguir:
- Oh Mana, estamos em Londres!!
No caminho até à saída líamos tudo o que era cartaz, tiravamos as primeiras fotos em território de sua majestade, davamos mais abraços, saltavamos, cantavamos e gritavamos histéricas Oh mana estamos em Londres. Estavamos em Londres, como já as duas estivemos, mas estávamos as duas, irmãs de mochilas às costas, óculos na cabeça, gabardines e cachecóis, juntas, em Londres. A tarde foi como prometia ser. Horas enfiadas no Primark, no meio daquela multidão, já sem saber distinguir o que era bonito do que era feio, a meter roupa para dentro do cesto, e como as filas para experimentar eram enormes, um canto na secção de criança era good enough. Chegada a noite, que chegou cedo, depois de uma passagem de modelos para a Aunt Alex ver os nossos keepers, era altura de chegar com os pés à terra, fazer desejos com o coração como todas noites, mas desta vez, desejar com mais força ainda.
- Oh mana, é já amanhã!! Eu não quero!
- Cala-te! Vai correr bem. Primeiro, andas a estudar teatro musical há três anos, é bom que te sirva de alguma coisa, e tu sabes que sim. Segundo, não és uma aluna completamente anónima lá, já te conhecem, e aconcelharam-te a fazer a audição. Terceiro, tu brilhas, és espectacular, tens uma força enorme e consegues tudo o que queres. E eu vou torcer por ti, assim como muita gente vai torcer: a mãe Jo, os Caracóis, a tua família TM, a tua mãe, o teu pai, o teu irmão, a tua família daqui até à Austrália, as riquezas do Clube de Teatro, Santo Tirso, Trofa, e por aí fora.
Deitamo-nos, mais uma vez ao som de Bon Iver, fechamos os olhos, pedimos desejos com o Coração e finalmente o dia 2 tinha chegado. (continua)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Concertos de iPod.

Quase todas as noites, por volta das 21:00h quando acabo de jantar, pego no iPod, e enquanto escolho a roupa para usar no dia seguinte, preparo as coisas para a escola, e espero por uma série qualquer que é capaz de dar na Fox Life, eu abano-o para activar o shuffle. Enquanto danço pelo meu quarto como se ninguém estivesse a ver - eu acho que ninguém está a ver, mas uma vez que tenho sempre as janelas abertas há sempre a possibilidade de estar alguém lá fora a espreitar cá pra cima- escolho a roupa, experimento, atiro coisas pelos ares, desarrumo os armários, e continuo a saltar, cantar e dançar como se não houvesse amanhã. A verdade é que as minhas danças estapafúrdias não se ficam pelo meu quarto, arrastam-se pelo mini corredor, até ao quarto da minha mãe, onde eu escolho roupa que não é minha - até já descobri que as camisolas do meu pai também me ficam bem!-, experimento, atiro coisas pelos ares, desarrumo os armários que não são meus, e salto, canto e danço como se a nenhum lugar eu pertencesse. Vou até à casa de banho do quarto da minha mãe e do meu pai, e aí sim, aí é que sou a estrela que encontra o palco. Não é muito grande, mas tem um espelho do meu tamanho, e eu agarro na escova que uso para esticar a repa, pego no secador, e salto, canto e danço como se no Hard Rock eu estivesse. A multidão aplaude e está ao rubro, mais uma, mais uma, gritam, e eu cumpro o desejo, mais uma e já vou para a cama, prometo eu à minha mãe. Espreito pela porta, o relógio já marca 21:45h, pego nas coisas a correr, deixo tudo desarrumado, vou à cozinha comer qualquer coisa porque estou sempre cheia de fome, visto o pijama e começa uma série qualquer na Fox Life.
Sabem-me muito bem estas noites, em que o espírito fica wild e completamente livre! Hoje já não derivo mais, vou masé pegar no iPod que tenho mais um concerto para dar!

domingo, 3 de maio de 2009

Feliz dia, mamã!

Well a mother, a real mother, is the most wonderful person in the world.
She's the angel voice that bids you goodnight,
Kisses your cheeck, whispers "Sleep tight".
Another word for divine,
Your mother and mine.

A minha mãe adora beijinhos, sorrisos, abraços, mimos em geral, carinhos em particular. A minha mãe diz que gosta de surpresas, mas quando a surpreendemos ela torce sempre o nariz. O meu pai diz que eu sou parecida com a minha mãe, e eu também acho. Quando era pequenina ficava horas e horas debruçada sobre o sofá a ver a minha mãe a trabalhar no computador, acho que foi assim que ganhei o gosto pela produção de vídeo, ouvia com a maior atenção tudo o que a minha mãe dizia, talvez seja por isso que a minha irmã diz que eu penso que sou mãe dela, dava-lhe beijinhos gigantes que esborrachavam as bochechas e ela dizia sempre "Filha estás-me a aleijar", mas no fundo ela queria sempre mais. Agora já estou maior que a minha mãe, mas nem assim deixo de ser pequenina, de a ver a trabalhar no (novo) computador, mesmo que não seja durante muito tempo, de ouvir tudo o que ela diz com a maior atenção, mesmo que não seja de todas as vezes, de lhe dar beijinhos gigantes que esborracham as bochechas para ela dizer "Filha estás-me a aleijar", mas eu sei que ela quer sempre mais.
Feliz dia, Mamã!

beijinho grande para a Mãe Joana, *

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Processo de reciclagem.

Dei comigo a pensar em como tudo dura mais quando acaba do que quando começa - It started out with a kiss, how did it end up like this? It was only a kiss, it was only a kiss. Não fomos a excepção (ainda somos os dois a regra, em muita, muita coisa). Hoje tento perceber até quando vai durar esta reciclagem. Minto, não é só hoje, penso nisso quase todos os dias, e talvez seja esse o meu problema. Mas hoje fechei as portas aos problemas, a minha mãe ontem disse que sempre as fechou para que nada entrasse cá em casa, por isso eu faço o mesmo. E em breve, fecho as portas à saudade que tanto dói e aperta contra o peito.
Já aceitei, respirei fundo, e sei que já não é altura de contrariar e lutar, mas ainda não ultrapassei. Já aceitei, é certo, mas não esperes que já tenha ultrapassado, o coração ainda dói por de lá teres saído, ou pelo menos mudado a tua posição. Não me peças para não estar magoada - não que alguma vez tenhas pedido- porque não consigo. Se não tivesse motivos, o coração não ardia assim tanto, ou pelo menos não tinha ardido. I don't want a broken heart and I don't wanna play the broken hearted girl. É verdade, o meu coração ainda gosta muito de ti, mas está a (tentar) reciclar. Como disse, o meu coração já aceitou, não te preocupes, só falta ultrapassar.
Dou voltas e voltas, tento dar corda ao coração, eventualmente o peito deixa de doer, não é? Já disse, o meu coração não guarda ressentimentos, ainda ontem a minha mãe disse que nunca nos devíamos arrepender do que já vivemos, só daquilo que não fizemos, mas não me impessas de sentir magoada, e de nos dias em que acordo com os pés de fora, ou está a chover, de descarregar em cima de ti ou atirar-te com as culpas sem tu saberes, e sem teres culpa nenhuma. Mas a verdade, é que eu também não a tenho.
Vou continuar a reciclar, a pôr fita-cola no coração, mesmo que de vez em quando o peito doa. Mas está em bons caminhos, está mesmo!