sexta-feira, 26 de junho de 2009

Irmãos e Irmãs.

Era fim de tarde, percorríamos os dois aquela longa avenida, como já tantas vezes fizemos e que conhecemos melhor que a palma da mão. Eu contava-te histórias de quando tu te ausentaste e os meus medos do futuro, enquanto que tu me dizias para esquecer tudo isso e me passavas imagens de um lugar, que não este, de um pôr-do-sol, que não este, e de uma vida de espírito leve que voa com o vento. Era fim de tarde e percorríamos os dois aquela longa avenida. Partilhávamos sonhos e fazíamos planos para um futuro que não queremos longe. Pedíamos ao destino que nos fizesse dar à costa naquela praia, onde passaríamos as manhãs a fazer mergulho, as tardes a fazer surf, e nos sentávamos a ver o pôr-do-sol junto ao mar. As noites, dizias tu, passávamos na praia com os nossos amigos, imagina como seria Mariana, e eu fechava os olhos, via todas essas imagens à minha frente e por momentos senti os pés saírem do chão.
A minha mãe diz que somos irmãos de barrigas também elas irmãs, e é verdade. Que por muito que tu te afastes de nós, nunca acabas por saír, e voltas sempre. Porque tu também tens um espírito livre, e tu também vives na paz, e quando estás comigo, a percorrer aquela longa avenida, como já tantas vezes fizemos e que conhecemos melhor que a palma da mão, pertencemos os dois ao vento.

3 comentários:

Qel disse...

«Que por muito que tu te afastes de nós, nunca acabas por saír, e voltas sempre».
Como eu costumo dizer, são pessoas boomerang :)

Filipa disse...

Há corações assim, que mesmo que distantes (por algum tempo, muito ou pouco, é indiferente) regressam sempre para junto de nós...

São parte de nós!

E completam o nosso mundo em cada aparição!

Beijinhos

Silvana disse...

Yaaaaa, foi um dia marcante, sem dúvida :)

achei este post tão querido *-*

beijinhos*