sábado, 21 de março de 2009

damn those sweet memories!

«Vamos lá arrumar esta tralha toda que ainda temos muita coisa para fazer!», não conseguia entender o tom áspero, rígido e frio que tinha na voz. Afinal, aquela tinha sido a nossa casa, o nosso quentinho, durante 13 anos e meio.
«Despacha-te, não adianta ficar a olhar para trás, são só coisas velhas, já não nos servem de nada», continuava com o mesmo tom áspero, rígido e frio e eu começava a compreender o motivo.
«Da última vez que aqui estiveste demoras-te muito tempo, não percebo qual é a pressa! Além disso eu gosto de ver estas coisas, dão-me saudades.»
O cheiro a pó começava a ser substituído pelo cheiro que ali permaneceu durante 13 anos e meio, e toda aquela desarrumação estava de repente arrumada, os móveis nos sítios, os quadros nas paredes, os tapetes, os instrumentos que ocupavam os lugares no corredor, e quatro figuras que carregavam uma alma quente e um peito cheio de alegria.
Começava a perceber o motivo pelo qual a minha mãe não gostava de lá ir, à casa velha (a verdade é que quase 5 anos depois, esta ainda é a casa nova). As recordações já não estavam escondidas, não tinham mudado de casa connosco. As recordações agora moravam lá, sozinhas, e estavam literalmente visíveis e destapadas, para quem as quisesse ver.
«Lembras-te deste? Disseste que o querias guardar para os teus filhos e eu prometi que nunca o daria a ninguém. (...)», «O que é que vamos fazer com isto tudo? Não consigo imaginar esta casa sem nós, porque de certa forma nós ainda aqui estamos.», «E vamos sempre estar, mas desta vez, as memórias têm de saír connosco.» «Mas assim a casa vai ser ocupada por memórias que não nossas.» «Não há tinta que disfarce todas as recordações que estas paredes guardam, muito menos móveis que escondam tudo o que já vivemos.»
Então eu digo,
Felizmente há luar!
que ilumina todos os sorrisos, choros, abraços, birras, beijinhos, canções, danças, mimos e amor que aquela casa vai sempre guardar.

13 comentários:

V disse...

que bem que terminaste :) há lugares eternos *

Joana Éme. disse...

eu tmbém sou ligada à minha casa velha.
gostei muito deste Mar.


e Mraz foi o delírio, tenho de te contar tudinho :p
isso e as saudades *-*

Davi(d) disse...

Adorei, Adorei Marianinha! :D

F. disse...

Que bonito :)

O concerto foi Amazing :D

baby piggy disse...

Se há coisa que nunca se consegue apagar são as memórias! Está bonito *

Débra disse...

Nunca tentes esquecer todas as memorias :D
Se é, entao para quem ta "in love" xD

Precisava de falar contigo querida *

Nuno disse...

Obrigado pelo apoio :)

Gostei muito deste texto :D

O concerto foi excelente :P

Débra disse...

(um premio no meu blog para ti :D )

Débra disse...

de nada :D

Qel disse...

Este texto é daqueles de aquecer o coração (':

MafaldaMacedo disse...

texto digno de nos sentir-mos todos um pouco na pele dos personagens. beijinho*

baby piggy disse...

Obrigada :') *

Anónimo disse...

Realmente há coisas que nunca se esquecem! Está fantástico!!!